quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Nas ondas da Fé




Guido Shaffer praticando Surf
Por Rodolpho Raphael

 Depois de quase 6 meses resolvi voltar a escrever meus “encabulamentos” e fiquei me perguntando o que escrever para vocês depois de tanta coisa ter acontecido na minha vida ou melhor, em nossas vidas. Depois de horas pensando... Decidi escrever sobre algo que está no centro de nossas vidas e que a move todos os dias: A Fé.
Assistindo o Globo Repórter em Julho passado, conheci a história de um jovem que assim como Francisco foi chamado a “reconstruir” a Igreja com seu testemunho de Esperança, fé e caridade. Pois bem, assim fez o Jovem médico que respondeu com prontidão e generosidade, a esta chamada do Senhor para reconstruir a sua casa, deixando tudo para seguir seu tudo: Jesus Cristo.
Seu nome: Guido Schaffer, um jovem carioca que encontrava a Deus no mar e que pregava o amor. Afinal falar de Fé sem amor é impossível, porque esse amor de Deus cria vida, transforma e ao mesmo tempo regenera. Guido que falecera vítima de um afogamento antes de se ordenar padre, mostrou com seu testemunho de vida e porque não dizer de fé, que Não podemos limitar-nos à apenas receber o amor, mas também doá-lo.
Doá-lo ao irmão enfermo seja de corpo ou de alma, colocando em prática a novidade do mandamento do Amor revelada em Cristo, que nos mostra uma caridade perfeita que expulsa todo e qualquer temor se segui-lo.
O Papa Francisco em um de seus discursos na Jornada Mundial da Juventude nos denominou como “Campo da Fé” e pediu que deixássemos que  Cristo e a sua Palavra entrem em nossas vidas,  que deixássemos  a semente da Palavra de Deus entrar, germinar e crescer.
E depois de todo esse ciclo, mostrar ao mundo que mesmo em uma época como a nossa, em que o acreditar se opõe ao pesquisar e a fé vista como um salto no vazio que impede a liberdade do homem, que é importante ter fé e confiar, com humildade e coragem, ao amor misericordioso de Deus, que endireita as distorções da nossa história.
A pregação de Fé e Caridade de Guido, deixa-nos a lição que o Verbo de Deus não curou apenas nossas enfermidades com o poder dos milagres. Mas tomou sobre si as nossas fraquezas, pagou a nossa dívida mediante o suplício da cruz, libertando-nos dos nossos muitos e gravíssimos pecados, como se ele fosse o culpado, quando na verdade era inocente de qualquer culpa.
Infelizmente, não tive a oportunidade de conhecê-lo, mas o sentimento que hoje tenho é que ele está vivo em meu coração, graças ao seu exemplo de vida, suas palavras e escritos deixados que nos exorta a imitá-lo na bondade, na compreensão e na perfeita caridade fraterna.
Caridade que não passa apenas de uma palavra com quatro letras – “AMOR”, o amor  que foi pregado por João Paulo II, por Bento XVI e agora Francisco, o amor que é uma força que impele a nós cristãos a nos comprometermos com a coragem e generosidade. O amor que está imbuído na Esperança, na fé e na caridade, virtudes que nos mostram o caminho pessoal e comunitário de fé.

Saiba mais em:
http://guidoschaffer.com.br/

sábado, 24 de agosto de 2013

Uma experiência única...

Sou Jornalista, tenho 22 anos e sou natural de Esperança- Paraíba. Com a chegada da JMJ no Brasil, fiquei animado em saber e querer ir, mas não tinha condições financeiras de poder viajar porque seria em torno de (2 mil reais) todas as despesas e tendo começado a trabalhar a pouco tempo, não tinha tal quantia.

A angústia me bateu por não poder ir a JMJ. Passando de canal vi uma reportagem sobre Guido, no Globo Repórter, o que me chamou atenção e então resolvi procurar na internet algo sobre ele e encontrei o site com sua respectiva oração, no sábado comecei a rezar. Quando o Papa chegou, minha angústia aumentou ainda mais por não poder ir... no 4º dia da oração pedindo a Deus por intercessão do Servo de Deus Guido Shaffer a graça de ir a JMJ, um empresário me procura no Facebook perguntando se eu já tinha ido para o Rio de Janeiro, e eu disse que não iria por não ter condições, simplesmente ele mandou eu passar no escritório dele e quando chego lá me deparo com uma quantia de 2 mil reais para participar da JMJ.

E assim o fiz, graças a Deus e a intercessão de Guido fui pra JMJ e digo com sinceridade a vocês que nunca tinha tido uma experiência tão forte com Jesus sacramentado como eu tive na vigília da #JMJ.

Quando Martin Valverde começou a cantar a música "Glória" juntamente com Guilherme de Sá, eu perdi a vergonha e me acabei no choro. Entreguei não somente minha vida, o meu futuro, mas a vida dos meus, dos amigos, colegas e dos que residem em Esperança.

No meu coração havia uma mistura de sentimentos, de alegria e louvor, de entrega e despojamento. Esqueci o barulho exterior e me preocupei apenas em mostrar o meu íntimo, o meu coração que estava trancafiado há 7 chaves.

Como foi lindo "ouvir o silêncio" de 3 milhões de pessoas que se prostraram na areia, no calçamento, na pista e nas calçadas para adorar a Jesus: "o Cordeiro de Deus", Como foi lindo estar presente d'Ele tão intimamente...

Sem sombra de dúvidas esse momento será levado em minha mente até o último suspiro, porque foi um momento de decisão, de confirmar o que estava prescrito no meu destino, foi momento de dizer sim ao Senhor sem medo do que o futuro me reserva, e confiar apenas na providência divina.

Digo com Convicção: Desde o dia 23 que meu coração já não é o mesmo. A ternura, que agora se hospeda nele, tem um nome: Francisco. #Rio2013Forever

Obrigado a todos!

Deus vos abençoe!

Rodolpho Raphael Oliveira

quinta-feira, 21 de março de 2013

Fiel Madeiro da Santa Cruz...

Há menos de 10 dias de estarmos celebrando a Páscoa da Cruz, gostaria de partilhar e ao mesmo tempo fazer com que meus amados irmãos e irmãs refletíssemos  a cerca do Fiel Madeiro. 
A humanidade continua crucificando Jesus todos os dias, cuspimos, damos bofetadas, blasfemamos. Crucificamos Jesus a cada amor não doado, não compartilhado. 
Jesus ensinou a humanidade o que é o AMOR! Ensinou que o amor não se divide, mas se multiplica. A liturgia da quaresma nos apresenta o amor como a raiz mais profunda da auto comunicação de Deus, O maior sinal de amor é dar a vida pelos amigos, e Jesus o fez; e este amor, quando se dá a conhecer, faz as pessoas saírem de si e ficarem estarrecidas, e por isso muitas daquelas que compreendem este amor, sentem afervorar-se o coração, desejam o martírio, alegram-se nos sofrimentos, tem alívio nas dores. 
Como não se bastasse ter se tornado homem como nós e ter morrido na Cruz, Nosso Senhor, antes de deixar este mundo, quis deixar-nos a maior prova possível de Sua entrega. Ele nos deixou em memória de Seu amor nada mais nada menos que o Seu corpo, o Seu sangue, a Sua alma, a Sua divindade, Ele mesmo, todo, sem reservas. Neste dom da Eucaristia – diz o Concilio de Trento – Cristo quis derramar todas as riquezas do amor que reservava para os homens. (Sess. XIII,c,2). A cruz de Cristo não mostra somente o silêncio de Jesus como sua última palavra ao Pai, mas também revela que Deus fala através do silêncio: “O silêncio de Deus, a experiência da distância do Onipotente e Pai é etapa decisiva no caminho terreno do Filho de Deus, Palavra encarnada”. (Bento XVI). 
Jesus foi servo na dor, porque sem morrer nem sofrer, podia muito bem nos salvar. Mas não! Escolheu uma vida de aflições e desprezos e uma morte cruel e vergonhosa. Morreu numa Cruz, destinada aos criminosos: "Humilhou-se ainda mais e foi obediente até a morte e morte de Cruz" (Fl 2,8). Jesus escolheu morrer e sofrer simplesmente para mostrar o Seu infinito amor pelos pecadores e o desejou ardentemente, quando assim se expressava: "Devo receber o batismo, e quanto o desejo até que ele se realize!" (Lc 12,50). 
Por isso a caridade de Cristo deve nos constranger e deve nos obrigar mesmo amá-Lo. Como nos diz São Francisco de Sales: "Este sofrimento e morte de Cristo não é como que ter nosso coração debaixo de uma prensa?" (Tratado do amor de Deus). O que nos leva a compreender que devemos morrer para qualquer outro amor para viver no amor de Cristo.
 Com isso, a experiência de Jesus na cruz, meus amados é profundamente reveladora da situação do homem que reza e do cume da oração, que neste dia de Jejum e Abstinência de Carne e depois de ter escutado e reconhecido a palavra de Deus, peçamos a mãe das dores que nos ajude a medir também o nosso silêncio e a nossa escuta para assim celebrarmos dignamente a sua Páscoa de seu Filho Jesus Cristo. Assim Seja! 

Um Papa chamado Francisco!

“Várias surpresas deixaram desconcertados os ‘vaticanistas’ mais experientes”



Quanta coisa eu gostaria de escrever neste breve artigo! Antes de tudo, louvor à Providência de Deus, que não deixa faltar pastores à sua Igreja que a conduzam conforme o coração de Cristo. Logo após a eleição do novo Papa, ainda na Capela Sistina, os cardeais cantaram a plenos pulmões o hino de louvor à Santíssima Trindade – Te Deum laudamus! Muitos tinham lágrimas nos olhos.
A Igreja recebeu um novo Sucessor de Pedro para conduzi-la nos caminhos do Evangelho e para animar todos os seus membros no testemunho da salvação de Deus, manifestada a toda a humanidade por meio de Jesus Cristo. Participei pela primeira vez de um Conclave e posso dizer que foi ocasião para uma experiência eclesial única e profunda! Pude perceber a sincera busca do melhor para a Igreja e sua missão. O Espírito Santo não dorme!
Antes de entrar no Conclave, rezamos muito, tratamos com franqueza, respeito e profundo senso de responsabilidade as questões que precisavam ser tratadas em vista da escolha do novo pontífice. O clima no Colégio Cardinalício era sereno e fraterno. A entrada em Conclave, com o canto da ladainha de todos os Santos e da especial invocação do Espírito Criador – Veni Creator Spiritus – foi o início de um ato continuado de oração, que durou até à escolha do novo Papa. Para tudo isso, não podia haver espaço mais apropriado que a Capela Sistina, com os esplêndidos afrescos de Michelangelo, especialmente da grande cena do juízo universal.
Eleito o cardeal Jorge Mario Bergoglio, arcebispo de Buenos Aires, ele escolheu o nome de Francisco, em memória a São Francisco de Assis. Várias surpresas deixaram desconcertados os “vaticanistas” mais experientes: um Papa não-europeu, já nem tão jovem, um latino-americano da Argentina, o primeiro Papa jesuíta, que toma o nome de Francisco ainda não usado por nenhum pontífice anteriormente! Bem que Jesus disse: o Espírito Santo sopra onde quer e ninguém sabe de onde seu sopro vital vem, nem para onde vai… Precisamos todos estar atentos à sua ação, deixando-nos conduzir por ele!
Certamente, Francisco é um nome muito indicativo das características que o novo Papa quer dar ao seu pontificado. São Francisco tinha sido um pecador, dado às vaidades do mundo; mas encontrou a misericórdia de Deus e se voltou inteiramente ele: “meu Deus e meu tudo!”. A partir de sua conversão, procurou viver o Evangelho em profundidade, cultivando a comunhão com Deus e desejando voltar-se sempre mais para Cristo, a ponto de ser chamado de “homem inteiramente cristificado”.
Não é esse mesmo o apelo que a Igreja recebe e faz a todos, desde há mais tempo?! Conversão para um renovado encontro com Deus, um discipulado verdadeiro, para a santidade de vida através da comunhão profunda com Deus, deixando-se abraçar e amar por ele? Na sua primeira Missa com o Colégio Cardinalício, no dia seguinte à sua eleição, o Papa Francisco observou que, sem essa comunhão profunda com Deus e a identificação com Jesus Cristo “crucificado”, sem confessar o seu nome, a Igreja não passa de uma “ONG piedosa”… Na Basílica de São Francisco, em Assisi, há uma bela escultura do Santo abraçado aos pés do Crucificado, que baixa a mão direita para abraçar Francisco.
Mas não é só isso: tendo conhecido a misericórdia e o amor infinito de Deus Pai, São Francisco passou a reconhecer, em cada criatura, um irmão e uma irmã; sobretudo nos homens e mulheres, buscando viver com todos a fraternidade universal, sem excluir ninguém. Coração livre, ele podia amar a todos de coração inteiro e puro. Amou, sobretudo, os doentes (o leproso!), os pobres, os pecadores, os supostos “inimigos”; conseguia dialogar com os “diferentes”, sem mais nenhum dos preconceitos que regulam, geralmente, as relações humanas. Que grande desafio para a Igreja e a humanidade inteira!
Outra dimensão nada secundária na escolha do Papa Francisco: após sua conversão, o Santo de Assis ardia pelo desejo de falar a todos do amor misericordioso de Deus: “O Amor não é amado, o Amor não é amado!” – saiu a gritar pelas ruas e as pessoas acharam que estivesse louco. Louco de amor a Deus! Havia compreendido a loucura de Jesus Cristo crucificado e que era preciso anunciar a todos essa bela notícia. Assim, São Francisco enviou seus frades como missionários em todas as direções. E essa dimensão missionária urge mais do que nunca em nossos dias.
Papa Francisco já entrou no coração do povo. Deus o ilumine e fortaleça! Deus abençoe toda a Igreja e a humanidade inteira através do seu ministério petrino, como servidor das ovelhas do Supremo Pastor! E São José, que festejamos no dia da inauguração solene de seu pontificado, interceda paternalmente pelo Papa Francisco!

Cardeal Odilo Scherer