quinta-feira, 3 de novembro de 2011

AACD: um presente para a Paraíba

Depois de uma longa maratona que de certa forma estimulou a unidade de parte da classe política paraibana – que para muitos só seria em sonho, tivemos uma grande vitória, a chegada da  Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD) à Campina Grande.
É uma instituição que além de proporcionar tratamento médico para pessoas com deficiência física, luta por cidadania, respeito e inclusão social mantendo um amplo serviço de atendimento pedagógico.
A Paraíba e principalmente a região da Borborema tem muito a ganhar com isso, mas não podemos esquecer também da questão da acessibilidade, em dezembro iremos comemorar mais um dia Internacional do Portador de Deficiência, Na Paraíba há pelo menos 18,76% da população que é constituída por Pessoas Portadoras de Deficiência, no país são 14,5% de pessoas que portam limitações físicas ou mentais – aproximadamente 27 milhões de cidadãos.
É necessário que os portadores de necessidades especiais sejam inseridos nas organizações para que assim haja uma promoção dos direitos humanos, não apenas a AACD que virá a Campina Grande ou a APAE que já atua nesse campo a um bom tempo, mas as prefeituras do estado e o próprio governo poderiam projetar algo que viesse garantir que essas pessoas pudessem participar plenamente da vida comunitária assegurando, voz em programas públicos e políticas públicas que contribuam para a mudança no atual quadro.
Na Paraíba há uma grande carência de acesso, transporte adaptado, educação, emprego, informação. Quem tem deficiência visual ou auditiva, não pode ver televisão. Há programas específicos para esses tipos de deficiência em informática, mas não estão acessíveis a todos. É necessária a universalização das descobertas úteis para os portadores de deficiência.
Um dos principais pontos citados pelos especialistas para a baixa inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho é a falta de acessibilidade, não apenas nas empresas, mas também nas ruas, no trajeto até o trabalho.
Outro problema que afeta o acesso ao emprego é a precariedade e a falta de calçadas acessíveis e seguras, além dos problemas no transporte, em Esperança-PB não há transportes coletivos, apenas intermunicipais, e estes deixam muito a desejar  – poderia ser mais seguro e acessível com a simples inserção de rampas naquilo que chamam de Rodoviária como também plataformas elevatórias nos veículos.
É triste, mas, as empresas e edilidades investem pouco em acessibilidade, pois ainda não perceberam que, quando fazem investimentos nessa área, melhoram o ambiente não apenas para o deficiente, mas para todos.
É preciso que com achegada da AACD muitos gestores se sensibilizem e elaborem  um  Programa municipal de Acessibilidade, afinal ela é fundamental para todos, porque os espaços físicos geram barreiras também àqueles que possuem a mobilidade reduzida, como gestantes, idosos, mães com filhos no colo, obesos ou pessoas que usam muletas provisórias.
Quando Veremos isso?

Rodolpho Raphael – @RodolphoRR

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