quinta-feira, 3 de novembro de 2011

A Cultura Nordestina e Sua gente


A cultura brasileira trás a tona as várias raças e etnias que compõem o espaço geográfico do Brasil, como resultado da intensa miscigenação e o convívio diário dos povos que participaram da formação do Brasil surgindo a partir daí um fato cultural peculiar, que inclui aspectos das várias culturas, em especial o Nordeste.
O mês de Junho é marcado por ser uma época de valorização da cultura nordestina, são diversos aspectos que englobam este contexto, fazendo com que a mídia brasileira volte seus olhos para a região tão “oprimida” pela seca.  Seu principal motivo são os festejos juninos que trazem a tona o ritmo quente do forró, que já não é mais o mesmo.
Nomes como Sivuca, Marinês, Luiz Gonzaga, Elba Ramalho, Jackson do Pandeiro, Zé Ramalho e vários outros que traziam a verdadeira interculturalidade nordestina, estão sendo trocados por músicas como “A posição da rã”, “Feito Capim”, “Chupa que é de uva”, “o Safadão Adverte” e diversas outras aberrações que adentram em nossos lares por meios das rádios.
Com isso gostaria de enfatizar que somos privilegiados, e de modo particular dizer que tenho orgulho por ter “Marinês como a primeira cantora nordestina a inserir a música regional no contexto da música brasileira, foi uma mulher possante, que conservou a raiz nordestina em suas músicas, mantendo a autenticidade do povo de sua terra, que até então ficava nos quadrantes do Nordeste, além de abrir caminho, para diversos outros artistas fazendo parte de uma rara classe de mitos nordestino do forró e com certeza tendo como referência, Luiz Gonzaga e Jackson do Pandeiro.
Com isso se tornou-se sem sombras de dúvidas  a maior referência da música nordestina, pois é única, autêntica e fiel às raízes do Nordeste, Costumo dizer que o amor dos nordestinos pela sua produção cultural é somente no período junino, em especial a Paraíba que é uma das “pupilas” do nordeste com o Maior São João do Mundo que atrai multidões e é nesse período que observamos mais a finco a diversidade cultural existente em nosso estado seja nas Bonecas de Pano ao Milho ou Pamonha.
O intuito deste artigo é levantar o debate e ao mesmo tempo conclamar os amantes da cultura que agem como “fogo de palha” uma vez ao ano, para que haja uma  verdadeira conscientização do que tem de ser valorizado o ano inteiro pois nosso acervo cultural riquíssimo.
Com isso é necessário que os políticos, professores, diretores criem, elaborem e implantem projetos que dêem ênfase à cultura durante os 365 dias do ano, trazendo para o alunado e os cidadãos o amor a literatura de cordel, a música de nomes paraibanos fazendo com que eles se tornem  multiplicadores dessa cultura que é tão Rica, e tão pouco valorizada.

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