quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Esperança, uma cidade que “geme em dores de parto”…

Foto de Rodolpho Raphael - A Cidade
Esta semana recebi alguns emails de leitores que visitaram a cidade e deixaram registrada sua indignação de ver o Lírio verde da Borborema, tão mencionado nos poemas de Silvino Olavo, entregue as baratas.
Ainda na semana passada comentei em um assunto de interesse de todos, não só do município de Esperança, mas também das cidades circunvizinhas que sofrem com o problema da falta d’água e volto a bater nesta tecla hoje incrementando alguns fatos e cobranças dos emails recebidos.
Enquanto Esperança vive com escassez de Água, nossos deputados eleitos em outubro passado estão à sombra e água fresca na capital paraibana, usufruindo o que é investido com o nosso dinheiro, um bom exemplo: São salas confortáveis com Ar condicionado, água, cafezinho, e diversas outras regalias que um deputado tem.
O que mais me deixa estarrecido é a forma em que eles estão se preocupado com a cidade, enquanto determinado Deputado está na tribuna, um deles fica lendo revista e não dá o mínimo de atenção para aquele que está falando, vale ressaltar que este mesmo colega parlamentar aliado ao outro esperancense não desceram do palanque, pelo menos se reivindicasse melhorias e políticas públicas que fossem implementadas no município, deixaria este comentário de lado.
Atrelando esse assunto com a situação administrativa da cidade que não engloba somente o prefeito, mas também os deputados, seja de oposição ou situação, lembrei-me da Campanha da Fraternidade deste ano, que tem como tema “Fraternidade e a Vida no Planeta”, e como lema “A criação geme em dores de parto” (Rm 8, 22). Lançada na quarta-feira de cinzas, pela Igreja Católica, ela tem como objetivo chamar a nossa atenção para o cuidado com a natureza e o meio ambiente e, sobretudo, para a preservação da vida em nosso Planeta (a vida em todas as suas dimensões.)
Esse “cuidado” e o ato de “preservar” valem pra tudo que a gente faz na vida. E vale, sobretudo, para os que receberam do povo a missão de cuidar de nossa cidade, seja prefeito, vereador ou deputado.
Nesse mesmo aspecto incluímos a palavra “administrar” que por sua vez significa, em sentido mais amplo e profundo, cuidar, é cuidar daquilo que nos é confiado por Deus. E no caso da política, cuidar daquilo que foi e é confiado pelo povo.
Quem anda pelas ruas de Esperança percebe, sem muito esforço, que esse cuidado, dever primordial da administração municipal, que englobam “todos da panela” deputados, prefeito e vereadores não está acontecendo mesmo sabendo que é direito inalienável dos cidadãos.
Digo com toda convicção possível, o “cuidar” não só da natureza, mas da segurança, da saúde e diversos outros âmbitos pode até existir, mas precisa melhorar, e muito. Ele é o ponto de partida para que o cidadão também se sinta estimulador a cuidar e ajudar a cidade.
Para se ter ideia, existem cidades menores que Esperança e são mais arborizadas que ela, o cidadão que hoje quer plantar uma árvore na porta de sua casa, procura a secretária de agricultura ou obras para solicitar a “manilha” que é um instrumento onde direciona a raiz da arvore para que no futuro não prejudique a calçada, e o que acontece? É uma burocracia e querendo ou não a pessoa é vencida pelo “cansaço” e arca tudo com seu dinheiro.
Seria interessante que a própria edilidade, elaborasse um projeto de Plantio de árvores ou um simples reflorestamento de determinada área, em contra partida as pessoas que tivessem árvores em suas casas teria um desconto ou até mesmo ficariam isentas de pagar IPTU.
Com o Cuidado na cidade, podemos fazer o caminho inverso, neutralizando as emissões de carbono provocadas pela vida moderna. Quando uma árvore cresce, ela absorve o gás carbônico presente na atmosfera pelo processo de fotossíntese, para formar seu corpo. Assim acaba reduzindo a concentração desse gás que contribui para o efeito estufa.
Fazendo isto teríamos uma vida mais saudável e com certeza daríamos nossa contribuição ao planeta e também para beleza estética da cidade, voltando ao inicio do texto que comentava sobre a água, é também dever nosso de reivindicar, e se vermos que não foi feito nada em relação ao contexto, temos como dever de consciência dar a resposta em outubro de 2012 na cabine eleitoral.

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