quinta-feira, 3 de novembro de 2011

O grito oprimido pela Transnordestina e o “Tô Nem Aí” da imprensa paraibana

O Senador da República Cássio Cunha Lima (PSDB), tocou em um aspecto muito importante durante a coletiva de imprensa concedida após a sua Diplomação pelo Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba na tarde da última quarta-feira, dia 25.
Não podemos ser hipócritas ou farisaicos em dizer que uma parte da imprensa paraibana anda “as mil maravilhas”, pelo contrário, sua atitude muitas vezes me decepciona e me frustra como um profissional em formação; O sentimento que posso atribuir é de impotência ao ver que sozinho não poderia fazer a diferença como um jornalista.
“É lamentável que alguns jornalistas fujam do dever ético de dizer a verdade e tentem envolver a Justiça paraibana em disputas político-partidárias” Como bem frisou o Senador Cássio, a Paraíba tem diversos desafios, seja na saúde, educação, segurança, juventude, combates as drogas, servidores públicos, enfim diversos âmbitos que compõe a administração do Estado ou munícipio.
Enquanto diversos Estados discutem projetos referentes à economia e projetos que beneficiem a população, vemos um jornalismo de briga de “Comadres nos bastidores” que se remetem inteiramente a política, seja briga de prefeito com governo, vereador com prefeito, lógico que Exumar velhos hábitos políticos é enfiar o dedo numa ferida que nunca sara. Os vícios existentes na política segregadora local se perpetuarão caso o silêncio disfarçado de medo continue incrustado nas pessoas, mas a imprensa poderia cobrar mais.
Cunha Lima atentou ao detalhe que enquanto o jornalismo se preocupa em cobrir as “picuinhas politicas”, outros estados possui refinaria, siderurgia, fábricas e a não inclusão da Paraíba em umas das maiores obras do PAC com orçamento de R$ 5,4 bilhões e 1.728 quilômetros de extensão: a Transnordestina.
Para o ex-presidente Lula, não era justo que o Nordeste continuasse sendo tratado como se fosse a escória do país, sem sombra de dúvidas é um grande passo, o desenvolvimento chegará, com logística integrada, o sistema será formado por ferrovia, terminais portuários e estradas de acesso, ligando os portos de Pechem (CE) e Suape (PE) ao cerrado do Piauí. E a Paraíba? Fazendo parte da escória Brasileira?
A Criação de um “Ramal da Transnordestina” poderia ser o meio mais apropriado para a interligação do Porto de Cabedelo, aos Portos de Pacém no Estado Ceará, de Itaqui no Estado do Maranhão e ainda ao de Suape no Estado de Pernambuco, com isso haveria uma elevação da capacidade de escoamento da produção nessas localidades que beneficiaria toda a Região Nordeste, não só no aspecto do desenvolvimento econômico, mas também a geração de emprego e renda.
Para criar vantagens competitivas aos produtos do cerrado e tornar-se sustentável, a Transnordestina transportará cerca de 30 milhões de toneladas de carga, incluindo soja, milho, algodão e frutas, além de combustíveis, fertilizantes, biodiesel, minério de ferro, gipsita e outras mercadorias.
Claro! Sabemos que a Paraíba ainda é carente de infraestrutura viária, marítima e ferroviária. Mas se a imprensa comprar a briga e pressionar o Governo Federal e os políticos; tenhamos certeza que recolocarão a Paraíba no caminho do desenvolvimento, afinal nosso Estado é muito rico e tem condições de contribuir muito para o crescimento do Nordeste.

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