quinta-feira, 3 de novembro de 2011

“Tua Palavra é Luz para o Meu Caminho”

A Coluna desta semana será diferente do que costumamos a ler, como bem frisei em meu primeiro artigo no PortalNE, este canal seria para diversos assuntos, nesse contexto se englobariam politica, marketing, publicidade, religião e acontecimentos da Paraíba e até mesmo do Brasil, afinal vemos de tudo no jornalismo.
Estamos entrando em Setembro, mês dedicado a Bíblia, muitos se perguntam o porquê, tentarei ser sucinto, afinal sou um simples leigo que há mais de 10 anos atua na Paróquia de Esperança, comecei como Coroinha, passei pela Liturgia, Catequese de Crianças, Jovens e Adultos, Pastorais da Crisma e atualmente sirvo na Pastoral da Música.
Este mês foi escolhido pela Igreja porque no dia 30 de setembro é dia de São Jerônimo, um grande biblista que traduziu a Bíblia dos originais (hebraico e grego) para o latim, que naquela época era a língua falada no mundo e usada na liturgia da Igreja.
A Palavra de Deus nos revela o rosto de Deus e seu mistério. Ela é a história do Deus que caminhou com seu povo e do povo que caminhou com seu Deus. A Bíblia tem uma longa história, desde nossos pais e mães da fé (Abraão e Sara, Isaac e Rebeca, Jacó Lia e Raquel) passando por Moisés, pelos Profetas, até a vinda do Messias, e por fim a morte do último dos Doze Apóstolos quando foi escrito o último livro da Bíblia.
Existe uma unidade inseparável entre Sagrada Escritura e Tradição, porque ambas provêm de uma mesma fonte: A Sagrada Tradição e a Sagrada Escritura relacionam-se e comunicam-se intimamente entre si; porque, surgindo ambas da mesma fonte, de certo modo se fundem e tendem para o mesmo fim. Com efeito, a Sagrada Escritura contém a Palavra de Deus enquanto consignada por escrito sob a inspiração do Espírito Santo; a Sagrada Tradição, por seu lado, transmite integralmente aos sucessores dos Apóstolos a Palavra de Deus, confiada aos Apóstolos por Cristo Senhor e pelo Espírito Santo, para que, com a luz do Espírito da Verdade, a guardem, exponham e difundam fielmente na sua pregação, donde se segue que a Igreja não tira somente de um livro a certeza de todas as coisas reveladas. Por isso, se devem receber e venerar ambas com igual afeto de piedade e reverência (Dei Verbum).
São Francisco de Assis, um dos grandes revolucionários da humanidade, apregoava a vida fraterna em meio ao egoísmo; a vida em Deus, mesmo em meio ao prurido da carne e do consumismo; a alegre adesão à vontade de Deus, vencendo o orgulho e a sede do poder. Quando se chega a uma fraternidade assim, logo se capta o perfume do Evangelho.
A família aprende a acolher de modo afável seus membros: os pais se relacionam de modo afetivo com os filhos, como Deus, com Seu povo. Os filhos, por sua vez, acolhem os pais de modo pacífico, criando um ambiente sereno e alegre. É o encantamento da família.
É neste ambiente que germinam as vocações cristãs, que se alimentam ideais generosos e se superam obstáculos à felicidade.
Rodolpho RaphAEL

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