segunda-feira, 5 de março de 2012

A medida do Amor é amar sem medidas


Reflexão do Evangelho da segunda-Feira da II Semana da Quaresma no Ofício Divino em Esperança -PB  (Lc. 6, 36- 38) 

Rodolpho Raphael

 Amados Irmãos e Irmãs, o Evangelho de hoje nos proclama uma mensagem mais densa do que breve, no entanto objetiva, Podemos restringir a leitura de hoje a dois pontos: um enquadramento de misericórdia e um conteúdo de justiça. O tempo da Quaresma, a misericórdia de Deus se traduz em resgate, cura, abrigo, libertação, sustento, proteção, acolhida, generosidade e salvação – itens tão marcantes na caminhada do Povo de Deus que nos quer transfigurados e identificados com Cristo.
A misericórdia é bem-aventurança dos corações grandes, onde o amor meus amados é maior do que todas as ofensas e injustiças. E a vivência pascal da indiferença à aceitação, da aceitação à compreensão, da compreensão ao amor e do amor ao perdão.
No decorrer dos séculos, a comunidade cristã tem atualizado esta experiência em novos contextos, lugares e relacionamentos e hoje a liturgia a celebra; a prece a invoca; a pregação a proclama; os místicos a enfatizam; o magistério a propõe; as obras a cumprem.
Neste Evangelho Jesus nos ensina a usar a misericórdia como medida para todas as nossas ações. As ações de não julgar, não condenar, perdoar e dar, são realidades que podemos vivenciar a cada dia da nossa vida e que nos põem em sintonia com a misericórdia do Pai. Tudo o que praticarmos será a medida para que também o Pai faça conosco. Se usarmos a nossa medida com a misericórdia, receberemos misericórdia, se usarmos a nossa medida com ódio, intolerância, incompreensão, também assim a receberemos de volta, em porção dobrada.  Se não julgarmos, não seremos julgados; se não condenarmos, não seremos condenados, se perdoarmos, seremos perdoados, se dermos, também receberemos. É uma lei natural, a mesma medida de misericórdia que usarmos nos nossos relacionamentos nós a receberemos.
Deixemo-nos, portanto, tocar no nosso coração; convertamo-nos! Abramo-nos para o Senhor! Arrependamo-nos de nossas indiferenças, de nossa frieza, de nosso fechamento! Tenhamos vergonha de tanta incredulidade e desconfiança de Deus, simplesmente porque não entendemos seu modo de agir! Que Abraão, nosso pai na fé, e a Santíssima Virgem Maria, nossa Mãe na fé, intercedam por nós para uma verdadeira conversão quaresmal. E que, realizando com generosidade a amor, as práticas quaresmais, cheguemos às alegrias da Páscoa e contemplemos nos santos mistérios.
Assim Seja!

Um comentário:

Francielle Suenia disse...

Profunda e belíssima reflexão! Parabéns e obrigada por nos trazer esse auxílio na compreensão do Evangelho deste 2º domingo da Quaresma.
Abraços, fique com Deus!
Francielle Suenia, Paróquia Nossa Senhora da Guia.