sexta-feira, 2 de março de 2012

QUARESMA: tempo de unir a nossa cruz a Cruz de Jesus

Reflexão do Evangelho da Sexta-Feira da I Semana da Quaresma no Ofício Divino em Esperança -PB  (Mt. 5, 20- 26)
 
RODOLPHO RAPHAEL
Amados irmãos e irmãs, nesta segunda sexta-feira da Quaresma, o Evangelista Mateus, nos convida a compreender como é importante que o homem tenha a consciência de que “A ira do homem não realiza a justiça de Deus” (Tg 1, 20). É pela prática da justiça que vem de Deus que a nossa vida é restaurada sobre a terra. E isto é tão fundamental que se torna imprescindível em nossas vidas.
O que hoje Jesus nos ensina é a não darmos como certo o fato de que se cumprirmos esforçadamente determinados requisitos, os fariseus. De preferência meus amados, devemos dá ênfase no amor a Deus e aos nossos irmãos, amor esse que nos leva para lá da Lei fria e a reconhecer as nossas faltas numa conversão sincera.
Muitas pessoas, ou até mesmo nós já dissemos: “Eu sou bom porque não roubo, nem mato, não bebo, não fumo, não faço mal a ninguém”; mas Jesus diz-nos que isto não é suficiente, pois existem outras formas de roubar ou matar. Podemos matar as ilusões do outro, podemos menosprezar o próximo, anulá-lo ou deixá-lo marginalizado, podemos ter-lhe rancor; e tudo isto é matar, não com uma morte física, mas com uma morte moral e espiritual.
O desejo primeiro de Deus, ao criar os seres humanos, é que vivam na mais perfeita comunhão, deixando de lado tudo quanto possa dividi-los e separá-los pelo muro da inimizade. O ódio e a divisão constituem flagrante desrespeito à vontade divino.
No decorrer da nossa vida podemos encontrar muitos adversários, mas o pior de todos eles somos nós próprios quando nos afastamos do caminho do Evangelho. Por isso mesmo, na procura da reconciliação com os irmãos, devemos, em primeiro lugar, estar reconciliados conosco. Santo Agostinho diz-nos: “Enquanto fores adversário de ti próprio, a Palavra de Deus será tua adversária, Torna-te amigo de ti mesmo e te reconciliarás com ela”.
A liturgia de hoje, vem revelar que qualquer doutrina ou lei só tem valor à medida que contribua para a libertação e a promoção da vida. Jesus não propõe uma doutrina, mas ensina a prática restauradora da vida. A grande novidade que Jesus nos ensina hoje é o perdão através da Cruz que levam à comunhão de vidas com Deus e com os meus irmãos.
"A Cruz de Jesus, meus irmãos é sinal de doação e serviço". Ela é a consequência da fidelidade ao projeto de Deus. Todos nós cristãos, devemos assumir os valores do Reino de Deus em contraposição aos valores deste mundo. Pois viver em Cristo é amar, doar-se a si mesmo em favor dos outros, sem limites, sem medos, sem restrições.
É preciso estar consciente de que ao aceitar o chamado de Jesus, devemos deixar tudo, priorizar a Deus, seguir os exemplos e participar do destino com Cristo. E participar do destino de Jesus significa estar disposto a carregar a Cruz e ser crucificado junto com Jesus.
Nesta quaresma. vamos repensar nossos valores e princípios cristãos com mais convicção, decisão e fidelidade ao projeto de Deus. Façamos de nossa vida uma oferta diária.  Renunciemos a tudo aquilo que nos afasta de Deus e vamos amar as pessoas com o mesmo amor de Deus por nós

Assim Seja!

2 comentários:

Ramiro Manoel Pinto disse...

Caro irmão Rodolpho Rafhael,
Agora sou um dos seus seguidores! Parabéns pelo belo texto e reflexão! Deus seja louvado! Para sempre seja louvado! Assim seja! Amém! Que Ele te abençoe, ilumine, guie e guarde para sempre! Amém! Abraço Fraterno!

Débora Caldas disse...

Bela reflexão! Organizar nossos corações para viver uma Santa Quaresma!

Paz e Bem, meu irmao!

Débora Caldas