segunda-feira, 30 de abril de 2012

Maio: Mês de Maria


“Como é bonita uma religião
Que se lembra da mãe de Jesus
Mais bonito é saber quem tu és
Não és deusa, não és mais que Deus
Mas depois de Jesus, o Senhor
Neste mundo ninguém foi maior”
(Pe. Zezinho)

Iniciando o mês de Maio somos convidados a meditar sobre a figura central de Maria, a Mãe de Jesus, e nossa mãe por adoção, e as nossas comunidades sendo elas pequenas ou grandes, na cidade ou na zona rural, se encontram para louvar, honrar e bendizer o nome doce e suave da Virgem Maria, e como é bonito ver em nossas comunidades as crianças cheias de pureza e simplicidade coroando a Mãe de Deus como Rainha.
É através de seu semblante que Maria deixa transparecer a divindade de seu Filho muito amado, Jesus. Ela se torna a Mãe do Puro Amor, promessa e esperança, ternura e solidariedade, bondade e amor, o veículo direto que nos comunica com Seu Filho. É nossa intercessora.
A veneração a Nossa Senhora é um dado patente da vida da Igreja em todo o seu existir. Maria não está em cena por acaso. Ela pertence ao plano salvífico de Deus anunciado na antiga aliança e plenamente realizada na nova, Maria sobressai entre os humildes e pobres do Senhor que d’Ele esperam a salvação, é como Filha de Sião que vê realizar-se em si a antiga promessa. 
É nesse contexto que a Mãe de Deus se torna a Estrela da Nova Evangelização, a Mulher do Silêncio, da Escuta, do Serviço e da Obediência. Como não lembrar aqui as palavras de Dom Bosco “Sê devoto de Maria Santíssima e serás certamente feliz”. É verdade amados leitores, é no caminho de Maria que aprenderemos tantas virtudes que nos ajudarão a trilhar melhor o caminho da vida.
Maria consagrou-se totalmente como serva do Senhor, à pessoa e à obra de seu Filho, servindo sob Ele e com Ele ao mistério da redenção. Cooperou, pois, Maria, não como instrumento meramente passivo, mas sim, com livre fé e obediência para a salvação humana.  Unida ao Cristo desde a encarnação, passando pela sua vida publica, avançando em peregrinação de fé, Maria manteve esta união com o Filho até a cruz, onde esteve não sem desígnio divino. Veementemente sofreu junto com seu Unigênito. E com ânimo materno se associou ao seu sacrifício. Após implorar com os apóstolos o derramamento do dom do Espírito em Pentecostes, “A sua caminhada de fé, em certo sentido, é mais longa; O Espírito Santo já tinha descido sobre ela, que se tornou sua fiel esposa na Anunciação, acolhendo o Verbo de Deus vivo, rendendo o obséquio pleno da inteligência e da vontade e prestando o voluntário assentimento à Sua revelação; ou melhor, abandonando-se totalmente nas mãos de Deus, mediante a obediência de fé" (Redemptoris Missio).
Maria é mãe e modelo e todos nós somos convidados a viver mais profundamente o mistério de Cristo, colaborando, com gratidão, na obra da salvação com Maria e como Maria, sua mãe e modelo.
É ela, o exemplo daquele amor materno do qual devem estar animados todos aqueles que, na missão apostólica, cooperam para a regeneração dos homens. Por isso, confortada pela presença de Cristo, a Igreja caminha no tempo para a consumação dos séculos, indo ao encontro do Senhor que vem.
E que este mês seja dedicado a Mãe de Deus possamos pedir que as suas mãos maternas se derramem em bênçãos de carinho sobre nossos passos nesta difícil escalada da Jerusalém celeste.

Rodolpho Raphael

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